terça-feira, 1 de maio de 2012

As alucinações que vão, alucinações que ficam...escondo-me por entre fantasias que numa altura ou outra tentam me alegrar. Os sons repetem-se e de alguma forma são espaçados, têm vagas e aberturas entre si. E em pedaços têm bocados de ti. Na escuridão, quando a noite é mais silenciosa, a música toa de forma a ser mais minha, mais sonora, mais beça e poética. Pouso em algo que gosto de chamar lua. A minha música continua, também é tua. 
Algo me diz que vamos começar uma viagem por entre as nossas próprias estações pessoais. Puxas-me para ti, e no meio da noite a nossa primavera começa: os corpos enchem-se de necessidades de beijos e abraços, como se finalmente estivéssemos apaixonadas. Carícias e carinhos abundam. Depois, chega o verão. Os calores e o aquecimento corporal, as altas temperaturas e a vontade de refrescar tirando algumas roupas. E o desejo de nos juntarmos numa chama de paixão. O outono aparece de leve, quando os corpos já estão exaustos. Os corpos suam , simbolizando a chuva precoce. Finalmente tremo com a chegada do teu inferno, e acaba tudo por aqui. Levantaste e mais uma vez abandonas-me, sozinha na nossa lua.


O vento levou-me na ilusão que desta vez ficavas. 

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